Com 33 pontos e seis partidas restantes, time precisa somar 12 para atingir a referência; Raio-X indica a terceira sequência menos difícil do Brasileirão
O Corinthians chega à reta final do Brasileirão com um desafio que exige uma mudança expressiva de rendimento. Com 33 pontos em 32 jogos, na 17ª posição, o time precisa conquistar mais 12 nas seis partidas restantes para alcançar os 45 pontos e fugir do rebaixammento. A conta exige um aproveitamento de 66,7%, quase o dobro dos 34,4% registrados na competição.
O levantamento reúne os resultados de quatro ferramentas do Esporte com Valor:
- Quanto falta?
- Projetor de Pontuação
- Termômetro do Brasileirão
- Raio-X dos próximos jogos
Os dados consultados foram atualizados na madrugada de 26 de outubro.
Embora o desempenho recente acenda o alerta, o calendário oferece uma oportunidade de reação. Pelo índice do Raio-X, o Corinthians tem a terceira sequência menos difícil entre os 20 participantes.
Corinthians precisa de 12 dos últimos 18 pontos
A calculadora Quanto falta? mostra que o Corinthians ainda disputa 18 pontos. Para chegar aos 45, precisa conquistar dois terços desse total.
Uma combinação possível é vencer quatro partidas e perder duas. Outra é terminar a competição com três vitórias e três empates, sem novas derrotas.
| Indicador | Corinthians |
|---|
| Pontos atuais | 33 |
| Jogos disputados | 32 |
| Jogos restantes | 6 |
| Pontos disponíveis | 18 |
| Pontos para chegar a 45 | 12 |
| Aproveitamento atual | 34,4% |
| Aproveitamento necessário | 66,7% |
O salto necessário é de 32,3 pontos percentuais em relação à campanha atual. Na classificação consultada, o Corinthians aparece dois pontos atrás do Internacional, primeiro clube fora da zona de rebaixamento, também com 32 partidas.
Os 45 pontos são uma referência para a análise, sem garantia matemática de permanência. A pontuação necessária para escapar depende dos resultados dos concorrentes.
Projeções ficam abaixo dos 45 pontos nos três cenários
O Projetor de Pontuação compara três cenários: manutenção do ritmo da temporada, dos últimos cinco jogos e dos últimos dez.
Em todos eles, o Corinthians termina abaixo da referência de 45 pontos.
| Ritmo utilizado | Aproveitamento no recorte | Projeção final |
|---|
| Temporada | 34,4% | 39,2 pontos |
| Últimos cinco jogos | 6,7% | 34,2 pontos |
| Últimos dez jogos | 3,3% | 33,6 pontos |
Os números mostram como a perda de rendimento recente compromete a trajetória corintiana. Mesmo o cenário baseado em toda a campanha, que inclui os resultados anteriores à sequência negativa, deixa o clube 5,8 pontos abaixo da meta.
As projeções são exercícios matemáticos: aplicam a média de pontos de cada recorte às seis partidas restantes. Os valores fracionados representam essa média e não uma pontuação possível na tabela final.
Termômetro aponta forte queda
No Termômetro do Brasileirão, o Corinthians recebe a classificação de “forte queda”.
A ferramenta compara o aproveitamento das últimas cinco partidas com o registrado no campeonato inteiro. Nesse intervalo, o time conquistou apenas um dos 15 pontos possíveis: um empate e quatro derrotas.
O aproveitamento recente de 6,7% fica 27,7 pontos percentuais abaixo dos 34,4% da temporada.
Os placares também ajudam a dimensionar o momento. Nos últimos cinco jogos, o Corinthians marcou seis gols e sofreu 13, médias de 1,2 gol feito e 2,6 sofridos por partida.
Ao ampliar o recorte para dez jogos, o retrospecto reúne um empate e nove derrotas, com dez gols marcados e 22 sofridos. A sequência mostra que a dificuldade para pontuar se estende além das rodadas mais recentes.
Calendário é o terceiro menos difícil pelo Raio-X
O contraponto está no Raio-X dos próximos jogos. A sequência restante do Corinthians tem índice de 40,81, classificado como de dificuldade baixa.
Apenas São Paulo e Red Bull Bragantino apresentam índices menores para os respectivos calendários restantes.
O Corinthians terá três partidas em casa e três fora. Quatro dos seis confrontos recebem classificação de dificuldade baixa; as exceções são as visitas a São Paulo e Atlético-MG.
| Rodada | Adversário | Mando | Índice | Dificuldade |
|---|
| 33 | Mirassol | Casa | 39,13 | Baixa |
| 34 | São Paulo | Fora | 50,88 | Elevada |
| 35 | Botafogo | Casa | 32,38 | Baixa |
| 36 | Atlético-MG | Fora | 64,26 | Elevada |
| 37 | Grêmio | Casa | 26,00 | Baixa |
| 38 | Remo | Fora | 32,25 | Baixa |
O confronto com o Atlético-MG é o mais difícil da sequência pelo indicador, com 64,26. Já a partida em casa contra o Grêmio apresenta a menor nota: 26,00.
Considerando apenas os próximos três compromissos — Mirassol, São Paulo e Botafogo —, o índice médio é de 40,79, também na faixa de dificuldade baixa.
Jogos em casa ganham peso na tentativa de reação
Diante da necessidade de somar 12 pontos, os confrontos como mandante assumem papel importante. Mirassol, Botafogo e Grêmio são os três visitantes que o Corinthians ainda receberá, todos classificados na faixa de dificuldade baixa pela ferramenta.
Vencer os três jogos em casa renderia nove pontos. Nesse cenário, o time precisaria buscar outros três nas visitas a São Paulo, Atlético-MG e Remo para alcançar os 45.
A combinação dos indicadores mostra o tamanho do desafio: o calendário apresenta adversários de dificuldade relativamente menor, mas o Corinthians precisa interromper uma sequência de dez partidas sem vencer e passar a pontuar em um ritmo muito superior ao da própria campanha.
Como funciona o levantamento
O Raio-X calcula a dificuldade de cada partida com base em três componentes: campanha do adversário, com peso de 60%; aproveitamento do rival nos últimos cinco jogos, com 30%; e mando de campo, com 10%. O índice da sequência corresponde à média das partidas analisadas.
As faixas e os pesos são escolhas editoriais. O indicador não representa probabilidade de vitória e não considera fatores como desfalques, escalações ou descanso. Já o Projetor e o Termômetro descrevem ritmos de pontuação, sem prever resultados.
Consulte as quatro ferramentas e acompanhe a situação do seu time no Esporte com Valor.