Após perder para o Mirassol, Colorado precisa conquistar 61,9% dos pontos restantes para atingir a referência; aproveitamento acumulado é de 34,4%
A derrota por 2 a 0 para o Mirassol aumentou a pressão sobre o Internacional na luta contra o rebaixamento. O resultado de sexta-feira (16), na abertura da 31ª rodada do Brasileirão, manteve o Colorado com 32 pontos e levou o adversário direto na briga contra o rebaixamento a 36.
Na classificação após a partida, os gaúchos ficaram em 17º lugar, enquanto os paulistas subiram para o 14º.
A distância entre os dois clubes é de quatro pontos. Mas, quando se calcula o rendimento necessário para chegar aos 45, a diferença ganha outra dimensão: o Internacional precisa somar 13 dos 21 pontos ainda disponíveis. O Mirassol necessita de nove.
Com 31 partidas disputadas por cada equipe, restam sete compromissos. Para o Inter, alcançar a referência exige uma mudança expressiva de ritmo: passar de 34,4% de aproveitamento acumulado para 61,9% na reta final.
| Indicador | Internacional | Mirassol |
|---|
| Pontos atuais | 32 | 36 |
| Jogos disputados | 31 | 31 |
| Jogos restantes | 7 | 7 |
| Pontos disponíveis | 21 | 21 |
| Pontos que faltam para 45 | 13 | 9 |
| Aproveitamento acumulado | 34,4% | 38,7% |
| Aproveitamento necessário | 61,9% | 42,9% |
| Aumento necessário | 27,5 pontos percentuais | 4,1 pontos percentuais |
Base: situação após Mirassol x Internacional. Cálculos do Lab do Esporte.
O Inter precisa de uma campanha superior
O Internacional conquistou, em média, 1,03 ponto por partida no campeonato. Nas sete rodadas restantes, precisa elevar essa média para 1,86 para alcançar os 45.
Uma combinação possível é vencer quatro vezes, empatar uma e perder duas. Outra é conseguir três vitórias e quatro empates — cenário que exigiria terminar a competição sem novas derrotas.
Os exemplos mostram por que empatar com frequência pode não resolver o problema. Mesmo duas vitórias acompanhadas de cinco empates renderiam 11 pontos: o Colorado terminaria com 43, abaixo da referência adotada nesta análise.
Mirassol ganhou margem
Para o Mirassol, os nove pontos restantes equivalem a três vitórias. Também seria possível atingir a marca com duas vitórias, três empates e duas derrotas.
O aproveitamento exigido, de 42,9%, fica 4,1 pontos percentuais acima dos 38,7% registrados até aqui. É uma diferença menor do que a enfrentada pelo Inter, embora ainda demande melhora.
O alívio na tabela veio em um jogo que também expôs a tensão da disputa. Após a vitória, Rafael Guanaes atribuiu ao aspecto emocional a dificuldade do Mirassol para aproveitar a superioridade numérica. A equipe atuou com um jogador a mais desde o primeiro tempo, mas abriu o placar somente na etapa final.
Restam sete jogos para cada um
Esta é a sequência até o fim do Brasileirão:
| Rodada | Internacional | Mirassol |
|---|
| 32ª | Botafogo em casa | São Paulo em casa |
| 33ª | Fluminense fora | Corinthians fora |
| 34ª | Coritiba em casa | Chapecoense fora |
| 35ª | Vasco fora | Atlético-MG em casa |
| 36ª | Vitória em casa | Fluminense fora |
| 37ª | Bragantino em casa | Athletico-PR em casa |
| 38ª | Cruzeiro fora | Grêmio fora |
45 pontos não garantem permanência
A marca de 45 pontos funciona aqui como referência de planejamento. A permanência depende da pontuação dos concorrentes e dos critérios de desempate: pode ser assegurada com menos, enquanto chegar a 45 não representa garantia matemática.
Esta conta também não estima a probabilidade de rebaixamento. Ela mede o esforço necessário para atingir uma pontuação, sem considerar a dificuldade dos adversários, os mandos de campo ou os desfalques.
O diagnóstico para o Internacional é claro: para chegar aos 45, será necessário conquistar quase dois de cada três pontos disponíveis nas últimas sete partidas. O rendimento exigido está muito acima daquele apresentado nas rodada até aqui.