Sem finalizar no alvo em La Plata, time de Leonardo Jardim precisa transformar resistência defensiva em capacidade de criação no Maracanã
O Flamengo saiu de La Plata com a semifinal da Libertadores aberta, mas com um problema evidente para resolver. No empate por 0 a 0 com o Estudiantes, quinta-feira (15), o time carioca terminou sem acertar uma finalização no gol de Muslera. Rossi e a defesa preservaram o resultado; o ataque produziu pouco para ameaçar o adversário.
Segundo os números publicados pelo ge, os argentinos finalizaram 21 vezes, seis na direção do gol. O Flamengo teve cinco tentativas, todas fora do alvo. A diferença não mede, sozinha, a qualidade das oportunidades, mas revela o desequilíbrio no volume ofensivo.
A dificuldade começou antes da finalização
O relato da partida publicado pelo próprio Flamengo descreve um Estudiantes pressionando a saída de bola e ocupando o campo ofensivo. As respostas rubro-negras passaram por investidas pelos lados e tentativas de transição, sem continuidade suficiente para converter os avanços em perigo constante.
Na entrevista coletiva, Leonardo Jardim atribuiu parte das dificuldades aos contatos e às faltas do adversário, criticou a arbitragem e também reconheceu o mérito do Estudiantes por limitar o ataque. O treinador explicou que preservou características físicas da equipe para enfrentar os duelos e as bolas paradas.
A escolha ajuda a entender a prioridade dada à segurança. Ainda assim, a ausência de finalizações certas mostra que o equilíbrio ofensivo ficou abaixo do necessário.
O que precisa mudar no Maracanã
A principal tarefa é oferecer mais soluções ao jogador que recebe a bola pressionado. Aproximar meio-campo e ataque, criar opções de passe por dentro e evitar que os atacantes recebam isolados são caminhos para enfrentar uma marcação que conseguiu interromper a construção em La Plata.
Essa é uma leitura para a volta: trocar jogadores pode ajudar, mas o problema exige também melhorar as conexões entre eles. Mais presença ofensiva precisará vir acompanhada de proteção contra os contra-ataques.
O Flamengo decide a classificação no Maracanã em 22 de outubro, às 21h. Uma vitória garante a vaga; outro empate leva a disputa aos pênaltis. A defesa manteve essa possibilidade intacta. Agora, o ataque precisa participar mais da decisão.