Aryna Sabalenka é eliminada na estreia do WTA 1000 chinês após virada de Ann Li; no circuito masculino, fim da carreira de Gaël Monfils é confirmado antes da despedida planejada em Paris.
O tênis internacional teve uma quarta-feira (14) marcada por uma eliminação surpreendente e pelo encerramento inesperado de uma carreira histórica. Enquanto Aryna Sabalenka se despediu precocemente do WTA 1000 de Wuhan, na China, o francês Gaël Monfils teve sua aposentadoria oficializada pela Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA). A notícia chamou a atenção do russo Daniil Medvedev, que demonstrou surpresa com a forma como o fim da carreira do francês foi comunicado.
Sabalenka sofre virada e cai na estreia em Wuhan
A bielorrussa Aryna Sabalenka, tricampeã do WTA 1000 de Wuhan, foi eliminada logo na estreia pela norte-americana Ann Li, que venceu por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/4 e 7/6 (7-5).
Cabeça de chave número 1, Sabalenka conquistou os títulos do torneio em 2018, 2019 e 2024 e nunca havia sido eliminada antes das semifinais nas participações anteriores. A derrota desta quarta-feira representou sua pior campanha na competição.
A partida durou 2h27 e teve uma reta final dramática. Li chegou a desperdiçar vários match-points, enquanto Sabalenka reagiu e levou a decisão para o tie-break. A norte-americana, porém, manteve a vantagem e confirmou a maior vitória de sua carreira.
O joelho direito da bielorrussa também chamou a atenção. Ela entrou em quadra usando uma proteção na região e apresentou dificuldades durante o confronto.
A eliminação amplia a sequência de resultados abaixo das expectativas da ex-número 1 do mundo, que também havia caído na terceira rodada do WTA 1000 de Pequim. Sabalenka ainda não conquistou um título desde as vitórias em Indian Wells e Miami, no início da temporada.
Gaël Monfils se aposenta antes do adeus planejado em Paris
O francês Gaël Monfils, de 40 anos, está oficialmente aposentado do tênis profissional desde 5 de outubro, segundo confirmação da ITIA divulgada nesta quarta-feira.
A notícia surpreendeu porque o ex-número 6 do mundo esperava encerrar a carreira no Masters 1000 de Paris, previsto para novembro. Ele também havia recebido um convite para disputar o ATP 250 de Lyon, entre os dias 19 e 25 de outubro.
A inclusão na lista de jogadores aposentados da ITIA impede Monfils de disputar torneios por pelo menos seis meses. Pelas regras da entidade, atletas nessa condição precisam permanecer disponíveis para controles antidoping surpresa durante esse período antes de poderem retornar às competições.
Com isso, a carreira do francês chega ao fim sem a despedida pública que muitos esperavam em seu país. Sua última partida aconteceu no US Open, no início de setembro, quando foi derrotado na segunda rodada pelo norte-americano Learner Tien.
Monfils encerra uma trajetória de mais de duas décadas no circuito profissional, com 13 títulos de simples da ATP e duas semifinais de Grand Slam: Roland Garros, em 2008, e US Open, em 2016.
Seu último título foi conquistado em Auckland, em janeiro de 2025. Na ocasião, aos 38 anos, tornou-se o jogador mais velho a vencer um torneio da ATP desde 1977, marca posteriormente superada por Novak Djokovic.
Medvedev questiona aposentadoria e presta homenagem ao francês
A forma como a aposentadoria foi oficializada também chamou a atenção de Daniil Medvedev. Após vencer Stefanos Tsitsipas no Masters 1000 de Xangai, o russo foi questionado sobre o fim da carreira de Monfils e demonstrou não ter clareza sobre o que havia acontecido.
Medvedev classificou a situação como estranha e questionou quem havia incluído o francês na lista de aposentados da ITIA. O russo lembrou que Monfils havia manifestado a intenção de encerrar a carreira ao fim da temporada de 2026, mas não tinha anunciado publicamente que sua despedida aconteceria naquele momento.
Apesar da surpresa, Medvedev fez questão de elogiar o antigo adversário. Segundo ele, Monfils era um jogador divertido e difícil de enfrentar, especialmente pela liberdade com que arriscava jogadas inesperadas quando estava atrás no placar.
O russo também desejou que o francês estivesse bem e aproveitando a nova etapa da vida.
A reação resume o legado de Monfils: além dos resultados, o francês conquistou reconhecimento pelo atletismo, pela criatividade e pelo estilo de jogo que transformava suas partidas em espetáculos.
O que fica do dia no tênis
Os dois acontecimentos mostram diferentes aspectos do circuito profissional. Em Wuhan, a derrota de Sabalenka evidencia como a disputa no alto nível pode mudar mesmo quando uma favorita tem histórico dominante em determinado torneio. Já a aposentadoria de Monfils marca o encerramento de uma trajetória reconhecida tanto pelos resultados quanto pelo carisma.
Para Sabalenka, o desafio agora é recuperar o melhor nível na reta final da temporada. Para Monfils, fica o legado de um dos jogadores mais populares de sua geração — e uma despedida que acabou acontecendo de maneira diferente da planejada.
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