O Brasil chega ao ciclo de Los Angeles 2028 com a missão de manter o protagonismo conquistado nos Jogos Paralímpicos de Paris
Na França, o Brasil fez a melhor campanha de sua história, com 89 medalhas — 25 de ouro, 26 de prata e 38 de bronze — e terminou na quinta colocação do quadro de medalhas.
A próxima edição dos Jogos Paralímpicos será realizada entre 15 e 27 de agosto de 2028, nos Estados Unidos.
Até lá, os atletas ainda terão pela frente competições nacionais e internacionais, disputas por rankings, marcas e processos de classificação.
Entre os nomes que já acumulam resultados importantes e aparecem como referências para o próximo ciclo estão quatro atletas do Time Petrobras: Carol Santiago, Gabriel Bandeira, Petrúcio Ferreira e Vitória Miranda.
Brasil construiu trajetória de destaque no esporte paralímpico
A história brasileira nos Jogos Paralímpicos começou em 1972, mas o primeiro pódio veio quatro anos depois, em Toronto. Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa conquistaram a medalha de prata no lawn bowls em 1976.
O Brasil também alcançou outro marco em Pequim 2008, quando entrou pela primeira vez no top 10 do quadro de medalhas.
Em Paris 2024, o país deu mais um passo.
Com 89 medalhas, a delegação brasileira terminou os Jogos na quinta colocação geral e estabeleceu o melhor resultado do país na história da competição.
Time Petrobras conquistou 13 medalhas em Paris
Os atletas do Time Petrobras tiveram participação relevante na campanha brasileira em Paris, com 13 medalhas conquistadas. Foram quatro ouros, cinco pratas e quatro bronzes.
As medalhas vieram de três modalidades:
- Natação paralímpica: 9 medalhas;
- Atletismo paralímpico: 3 medalhas;
- Badminton paralímpico: 1 medalha.
Entre os principais resultados estão:
- Carol Santiago: cinco medalhas, sendo três de ouro e duas de prata;
- Gabriel Bandeira: três medalhas, sendo uma de prata e duas de bronze;
- Petrúcio Ferreira: ouro nos 100 metros da classe T47;
- Raíssa Rocha Machado: prata no lançamento de dardo da classe F56;
- Thalita Simplício: prata nos 400 metros da classe T11;
- Vitor Tavares: bronze no badminton da classe SH6, resultado que representou a primeira medalha paralímpica do Brasil na modalidade.
Carol Santiago chega ao novo ciclo como referência
Carol Santiago foi um dos grandes nomes brasileiros em Paris 2024 e acumulou cinco medalhas na competição. A nadadora conquistou três ouros e duas pratas e inicia o ciclo seguinte com um histórico de resultados que a coloca entre os principais nomes do esporte paralímpico brasileiro.
A atleta também integra o Time Petrobras e mira a continuidade de sua trajetória internacional até Los Angeles.
“Representar o Brasil é uma responsabilidade e, ao mesmo tempo, uma das maiores motivações da minha carreira. Neste ciclo, sei que ainda há muitos desafios pela frente e que cada competição será importante para construir esse caminho”, afirmou Carol.
A nadadora destacou ainda o objetivo de continuar evoluindo e buscar a melhor performance ao longo do ciclo.
Gabriel Bandeira também aparece entre os destaques
Outro nome da natação brasileira para acompanhar é Gabriel Bandeira. O atleta conquistou três medalhas em Paris 2024, sendo uma de prata e duas de bronze.
O resultado ajudou a consolidar Bandeira entre os nomes de destaque da modalidade e estabelece uma base importante para o ciclo que termina em Los Angeles.
Como ocorre com os demais atletas, o caminho até 2028 ainda passa por novas competições e pelos critérios de classificação da modalidade.
Petrúcio Ferreira mantém protagonismo no atletismo
No atletismo, Petrúcio Ferreira também chega ao novo ciclo com um histórico expressivo. Em Paris, o brasileiro conquistou a medalha de ouro nos 100 metros da classe T47.
O velocista já é um dos nomes mais conhecidos do esporte paralímpico brasileiro e terá pela frente mais uma sequência de competições antes da definição da delegação que estará em Los Angeles.
Vitória Miranda representa a nova geração
Enquanto alguns atletas chegam ao ciclo com uma trajetória consolidada, Vitória Miranda aparece como um nome da nova geração a ser acompanhado.
A atleta faz parte do Time Petrobras e vem ganhando espaço no cenário paralímpico.
Seu desenvolvimento ao longo do ciclo será um dos pontos a observar até Los Angeles, especialmente diante da sequência de competições que ainda será disputada.
O que esperar até Los Angeles 2028?
Apesar de Paris 2024 oferecer referências importantes, ainda é cedo para tratar os resultados atuais como uma definição da delegação brasileira em Los Angeles.
Até os Jogos, os atletas terão de passar por diferentes etapas competitivas e pelos processos de classificação de suas respectivas modalidades.
Nesse período, será necessário acompanhar:
- Resultados em competições nacionais e internacionais;
- Evolução das marcas e tempos;
- Rankings das modalidades;
- Critérios de classificação para Los Angeles;
- Convocações e definições das confederações;
- Desempenho dos atletas ao longo do ciclo.
Por isso, mais do que antecipar uma lista de convocados, acompanhar esses nomes significa observar atletas que já apresentam resultados relevantes e que podem desempenhar papel importante na trajetória brasileira até 2028.
O apoio ao esporte paralímpico
O Time Petrobras atualmente reúne 15 atletas paralímpicos, segundo a companhia, com apoio a diferentes modalidades. A iniciativa faz parte da estratégia de patrocínio esportivo da empresa e inclui atletas que tiveram participação nos Jogos de Paris.
O apoio empresarial é uma das formas de financiamento presentes no esporte de alto rendimento e pode contribuir para a preparação dos atletas ao longo de um ciclo olímpico ou paralímpico.
No caso brasileiro, a preparação para Los Angeles será acompanhada por uma combinação de resultados esportivos, critérios técnicos e processos de classificação.
Um ciclo ainda em construção
Los Angeles 2028 ainda está distante no calendário esportivo, mas o ciclo já começou a produzir histórias para acompanhar.
Carol Santiago, Gabriel Bandeira e Petrúcio Ferreira chegam ao período com resultados expressivos e experiência internacional.
Vitória Miranda representa uma geração que busca espaço entre os principais nomes do esporte paralímpico brasileiro.
Entre Paris e Los Angeles, muita coisa ainda pode mudar.
Novas marcas serão estabelecidas, atletas poderão surgir e os rankings serão atualizados ao longo das próximas temporadas.
O que já existe, porém, é uma geração de atletas com resultados suficientes para colocar seus nomes no radar de quem pretende acompanhar a preparação brasileira para os próximos Jogos Paralímpicos.