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Top 7 jogadores que eu vi no São Paulo e que mais me emputeceram

Por Bruno Favoretto · 28/09/2026

Denis, goleiro ex-São Paulo

Uma lista totalmente pessoal, provavelmente irracional e potencialmente polêmica de jogadores que mais testaram minha paciência durante anos acompanhando o Tricolor

Todo torcedor de futebol tem uma lista que provavelmente jamais será consensual. Não é necessariamente uma relação dos piores jogadores que viu vestir a camisa do seu time, mas daqueles que, por algum motivo, conseguiram testar sua paciência até o limite.

No meu caso, acompanhando o São Paulo ao longo dos anos, alguns nomes ficaram marcados. Seja por atuações ruins, decisões incompreensíveis, expectativas que nunca se transformaram em realidade ou simplesmente por aquela sensação de que alguma coisa sempre dava errado quando eles estavam em campo.

Não pretendo determinar quem foram os piores jogadores da história do Tricolor — mesmo porquê, só de laterais deve ter uns 15, fora o atacante venezuelano Rondón, que teve mais cartões amarelos e furadas de bola do que partidas disputadas pelo Tricolor. A lista originalmente era para ter dez atletas, mas cheguei à conclusão de que seria injusto demais colocar mais três jogadores com esses sete selecionados que eu vi no São Paulo e que mais me deixaram puto da vida.

7. Alexandre Rotweiller

O meia Alexandre Rotweiller, que atuou no São Paulo na virada dos anos 2000, não era particularmente um jogador horroroso. Ele era um volante do tipo “marcador”, que nem lembro de comprometer tanto o sistema defensivo cometendo erros absurdos ou saídas erradas de passe — como outros meias que aparecerão nessa lista…

No entanto, para mim ele será pra sempre um dos principais responsáveis pela derrota do São Paulo para o Cruzeiro na final da Copa do Brasil em 2000, de virada, por 2 a 1. Naquela fatídica partida, quando o confronto ainda estava 1 a 0 para o Tricolor, Alexandre Rotweiller ficou com uma sobra e correu para o ataque, com apenas um defensor cruzeirense em sua frente. O cara tinha a possibilidade de rolar para Marcelinho Paraíba, que chegava sozinho pela ponta, mas decidiu fazer tudo sozinho e arriscou um chute bizonho, desperdiçando o gol do 2 a 0 que decretaria a vitória e o título são-paulino. Cada vez que revejo o lance, parece que a bola passa mais longe do gol…

No fim das contas, o São Paulo tomou o empate e a virada veio na reta final da partida. Aquela derrota deve ser atribuída totalmente ao técnico Levir Culpi, que tentou retrancar o time tirando atacantes como Edu e França para as entradas de Fabiano e Axel, por exemplo, tentando segurar o jogo. Mas o gol desperdiçado por Rotweiller vai ficar para sempre na memória!

Período no clube: 1997 a 2004
Posição: volante
Expectativa: nenhuma
Por que entrou na lista: perdeu o gol do título da Copa do Brasil de 2000.

6. Alencar

Alencar era o terceiro goleiro do São Paulo em 2001

Terceiro goleiro do São Paulo na temporada 2001, Alencar se viu obrigado a entrar em campo no fatídico dia 25 de novembro. Após Rogério Ceni ser expulso por Carlos Eugênio Simon logo aos 6 minutos do duelo Vasco x São Paulo, em São Januário, e com o reserva Roger lesionado, Alencar foi chamado para substituir o capitão tricolor.

O São Paulo foi massacrado e tomou uma sonora goleada por 7 a 1, com direito a três gols de Romário. Alencar ficou marcado como o vilão daquele vexame e, em 2015, concedeu uma entrevista à RedeTV! dizendo que na ocasião não tinha condições físicas adequadas. Na mesma entrevista, o goleiro afirma que deveria ter se recusado a entrar em campo.

Não sei exatamente o que ele queria que fizessem. Ceni tinha sido expulso, Roger estava machucado e o quarto goleiro estava com a seleção juvenil.

Será que Alencar acredita que a melhor solução naquele momento seria colocar um jogador de linha no lugar? Talvez o volante Júlio Baptista, que era um dos mais altos do elenco? Não sei… O que sei é que Alencar errou tudo naquela partida, incluindo um tiro de meta em que ele conseguiu chutar a bola no banco de reservas, acertando o técnico Nelsinho Baptista.

Período no clube: 1999 a 2002
Posição: terceiro goleiro
Expectativa: Era só para ser um goleiro jovem e ok
Por que entrou na lista: Foi o goleiro de um dos maiores vexames da história do São Paulo e gostaria que talvez um massagista ou ropeiro tivesse entrado em seu lugar.

5. Liziero

Liziero, ex-São Paulo

Liziero é mais um volante que aparece aqui na lista. Cria de Cotia que surgiu no São Paulo em 2018, o meia rapidamente virou titular por, supostamente, ter “qualidade no passe” e visão de jogo.

Com a chegada de Fernando Diniz ao São Paulo, Liziero aparentemente sucumbiu à pressão no sistema impositivo do técnico na época, que exigia sair jogando e tocando do campo de defesa. Com goleiros inábeis com os pés, como Denis e Sidão, os meias geralmente recebiam bolas na fogueira.

Liziero não só não corrigia esse problema, como potencializa o desastre. Foram incontáveis os gols que o São Paulo tomou com Liziero errando passes ao tentar tocar de primeira e entregar a bola nos pés do adversário. Para mim, Liziero é a cara do São Paulo que deixou escapar o Brasileirão de 2020, quando o Tricolor estava na ponta com sete pontos de vantagem e perdeu fôlego após uma sequência negativa.

Período no clube: 2018 a 2022
Posição: volante
Expectativa: Cria de Cotia que supostamente seria um meia de passe “refinado”
Por que entrou na lista: Entregava a rapadura como ninguém!

4. Itamar

Itamar Baptista da Silva, ex-São Paulo

Itamar Batista da Silva chegou ao São Paulo em 2003 em meio a uma polêmica. O São Paulo teria dado um chapéu e retirado o jogador do Palmeiras, que na época vivia uma fase difícil, disputando sua primeira Série B na história.

Mas em campo o jovem atacante não foi tudo aquilo que a torcida imaginava. Não é nem que os números dele eram ruins: Itamar fez quatro gols em nove jogos disputados com a camisa do São Paulo, uma média até que relativamente boa. Mas o fato de não se firmar após toda a badalação da contratação, foi meio frustrante naquela época.

Itamar foi vendido para o Chunman Dragons, da Coreia do Sul, e teve a temporada da vida em 2004, marcando 35 gols em 54 jogos, números que ele nunca mais repetiu na carreira. O cara conseguiu ser foguete molhado até mesmo na Coreia!

Período no clube: 2003
Posição: atacante
Expectativa: Joia roubada do rival
Por que entrou na lista: Conseguiu não dar certo nem entre os coreanos, que na época não sabiam nem o que era uma bola de futebol.

3. Pablo

Um dos piores atacantes que já ousaram pisar no Morumbi. Seu gol perdido contra o Palmeiras no mata-mata da Libertadores de 2021 é talvez a pior finalização já registrada em uma partida de futebol.

Pablo é homônimo do cantor do hit “Porque homem não chora”. O Pablo cantor mudaria de ideia rapidinho se visse o Pablo atacante em seu time de coração desperdiçando chances de gol.

Período no clube: 2019 e 2021
Posição: atacante
Expectativa: Chegou como se fosse um cracaço da bola… Sua saída deixou a impressão que se o São Paulo tivesse dado um engradado de cerveja por sua contratação já teria sido caro demais!
Por que entrou na lista: Time grande não pode ter jogador ruim porque em algum momento pode ser que o bagre entre em campo. Nesse caso era muito pior, porque o bagre era titular!

*É importante destacar que, por mais que Pablo fosse um jogador fraco tecnicamente, pouco decisivo e um cara totalmente “baixa pressão”, ele ainda assim fica bem distante dos dois primeiros colocados nessa lista. Vamos a eles!

2. Denis

Denis, goleiro ex-São Paulo

O goleiro Denis era tão ruim que nem para ser frangueiro servia. Para um goleiro cometer uma falha clamorosa, como deixar uma bola passar por debaixo das pernas, ou ir com a mão mole e deixar a bola tocar na luva e entrar no gol, é primordial que o goleiro esteja, no mínimo, PERTO DA PORRA DA BOLA.

Denis era tão horroroso que ele nunca se colocava minimamente em posição de fazer uma possível defesa. O cara não saía nem na foto nos chutes adversários. Fora a quantidade de gols que o São Paulo tomava com bolas cruzadas na pequena área. Parece que ele não sabia que ele podia pegar a bola com as mãos.

Período no clube: 2009 e 2018
Posição: goleiro
Expectativa: Substituir o mito Rogério Ceni debaixo das traves
Por que entrou na lista: Era preferível tirar o Alencar da aposentadoria para assumir a posição.

1. Paulo Henrique Ganso

Ganso, ex-São Paulo

Sim, o nosso meia clássico chegou a ser comparado com Zidane — quem não se lembra do jornalista Bodão no “Bem, Amigos” deixando Seedorf estupefato? — e está longe de ser um jogador ruim. Ganso, ouvi dizer por aí, inclusive é um dos jogadores com mais passes para gol no São Paulo no século 21, com 49 assistências, empatado com Souza e atrás somente de Jorge Wagner.

No entanto, Ganso era irritante demais. A quantidade COLOSSAL de passes infrutíferos, sobretudo para trás, para volantes e zagueiros, tornava deveras inglória e entediante a tarefa de assistí-lo.

A profusão de passes defensivos nublava qualquer coisa produtiva que ele talvez fizesse em campo. É quase impossível lembrar de uma grande jogada dele vestindo a camisa do São Paulo, um gol decisivo — acho que nem tem –, simplesmente porque na lembrança restaram apenas os toquinhos de dois ou três metros em direções que não tinham exatamente a ver com o jogo ofensivo da equipe.

Na mitologia grega, Sísifo foi pego tentando enganar os deuses e, como punição, foi condenado a uma tarefa eterna: empurrar uma enorme pedra até o topo de uma montanha. Assim que terminava de levar a pedra, ela rolava morro abaixo e, no dia seguinte, Sísifo repetia a tarefa, e de novo, e de novo… O Mito de Sísifo é o símbolo do trabalho interminável e inútil, e Ganso é o Mito de Sísifo do futebol.

Nunca esqueço de uma derrota para a Chapecoense pelo Brasileirão de 2014. Um frio desgraçado em São Paulo, mais de 40 mil pessoas no Morumbi, o Tricolor perdendo por 1 a 0 e precisando desesperadamente de um gol… e Ganso deu aquele que talvez tenha sido seu milésimo passe para trás somente naquela partida.

Naquele momento eu tive um pensamento raro, que nunca antes havia me ocorrido no Morumbi, templo universal do futebol: “Que porra estou fazendo aqui?”. Isso é talvez um dos piores sentimentos que um jogador pode incitar à sua torcida. É preferível lamentar um gol perdido por um jogador ruim, chorar de raiva por uma falha de um zagueiro. Mas esse sentimento de angústia causado pelo simples e absoluto vazio da alma, só PHG pôde me proporcionar em quase 30 anos de Morumbi.

Período no clube: 2012 e 2016
Posição: meia
Expectativa: O meia clássico, habilidoso, típico “camisa 10 do estilo do Zidane”
Por que entrou na lista: Com a bola no pé, Ganso era tão enfadonho que chegou a me causar uma crise existencial e me obrigou a refletir filosoficamente sobre o assunto.