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Foi há 30 anos: por onde andam os vencedores da Bola de Prata 1996

Por Bruno Favoretto · 28/04/2026

Foi há 30 anos: por onde andam os vencedores da Bola de Prata 1996

Em 1996 ocorreu a 27ª edição da Bola de Prata, premiação esportiva idealizada pelo jornalista Michel Laurence e lançada pela revista Placar em 1970, premiando os melhores jogadores e treinadores do Brasileirão.

Relembre os vencedores de 1996, ano marcado pela conquista do Campeonato Brasileiro pelo Grêmio. O Imortal perdeu o jogo de ida para a Portuguesa por 2 a 0, mas deu o troco na volta pelo mesmo placar de 2 a 0 e foi campeão pelo critério de maior pontuação ao longo do torneio.

Há 30 anos, Paulo Nunes, do Grêmio, e Renaldo, do Atlético-MG, foram os artilheiros do Brasileirão com 16 gols cada.

Atualmente o prêmio Bola de Prata é promovido pela ESPN em parceria com a Sportingbet.

Formação da Bola de Prata 1996: Dida (Cruzeiro); Alberto Valentim (Athletico-PR), Gamarra (Internacional), Adílson Batista (Grêmio), Zé Roberto (Portuguesa); Ricardinho (Cruzeiro), Luís Carlos Goiano (Grêmio), Djalminha (Palmeiras), Rodrigo Fabri (Portuguesa); Paulo Nunes (Grêmio), Renaldo (Atlético-MG). Bola de Ouro: Djalminha.

Dida

Com passagens por Vitória, Cruzeiro, Milan e seleção brasileira, o goleiro Dida se aposentou do futebol em 2015. Seu último clube foi o Internacional.

Atualmente, Dida divide seu tempo entre Milão e Alagoas. O ex-goleiro ainda está ligado ao futebol, promovendo eventos de ligas alternativas, como a Kings League Italia.

Alberto Valentim

Como jogador, Alberto Valentim teve destaque como lateral no Athletico-PR. O mineiro de Oliveira também teve uma passagem de destaque na Udinese, da Itália, onde atuou de 1999 a 2005.

Valentim começou a carreira de técnico como auxiliar de Gilson Kleina em 2014, no Palmeiras. No mesmo ano, assumiu interinamente o comando do Verdão após a demissão do treinador principal. Na reta final do Brasileirão de 2017, o auxiliar voltou a assumir o comando do Palmeiras após a saída de Cuca e engatou a carreira como técnico.

Valentim tem passagens por Botafogo, Vasco, Avaí e Cuiabá na Série A do Brasileirão. Em 2022, o técnico começou a percorrer os clubes da Série B, como CSA, Atlético-GO, Ituano e Ponte Preta.

Valentim está sem clube desde que foi demitido do América-MG em abril deste ano.

Gamarra

Antes de se tornar ídolo indiscutível do Corinthians, Gamarra teve destaque na zaga do Internacional. O jogador, que começou a carreira no Cerro Porteño, ainda teve passagens por Atlético de Madrid, Flamengo, Inter de Milão e Palmeiras. Gamarra encerrou a carreira de jogador atuando no Olimpia, do Paraguai.

O ex-zagueiro ainda teve uma experiência como dirigente no Rubio Ñu, clube de pouca expressão no Paraguai. O ex-zagueirão ainda participa de eventos amistosos no futebol, mas seus principais negócios atualmente são uma empresa de importação e outra no setor imobiliário.

Adílson Batista

Paranaense de Adrianópolis, Adílson Batista se destacou como zagueiro em clubes como Athletico-PR, Cruzeiro e Grêmio.

Como técnico, Adílson começou a carreira treinando o Mogi Mirim e teve passagens por mais de vinte clubes no Brasil, incluindo São Paulo, Santos e Corinthians, além de Cruzeiro, Vasco e Athletico-PR.

Na função de treinador, Adílson conquistou poucos títulos, como o Campeonato Potiguar pelo América de Natal (em 2002), o Catarinense pelo Figueirense (2006) e dois Mineiros pelo Cruzeiro (2008 e 2009).

O último clube do técnico foi o Amazonas, na Série B de 2024. Adílson Batista ficou apenas oito jogos no Amazonas, sendo demitido após uma vitória, dois empates e cinco derrotas.

Em 2024, Adílson foi contratado como diretor das categorias de base do Cruzeiro após convite de Pedro Lourenço, presidente da SAF do Cabuloso.

Zé Roberto

Zé Roberto começou a carreira de jogador em 1994, na Portuguesa, e ganhou destaque no clube atuando como latera-esquerdo.

O jogador se firmou na Europa atuando como meia, em clubes como Bayer Leverkusen e Bayern de Munique, após uma passagem frustrada em que pouco atuou pelo Real Madrid.

De volta ao Brasil, Zé Roberto teve passagens por Santos, Grêmio e Palmeiras, onde se aposentou do futebol profissional.

Pelo Palmeiras, Zé Roberto se tornou o jogador mais velho a marcar um gol na Libertadores, ao fazer o terceiro gol contra o Tucumán na última rodada da fase de grupos de 2017, aos 42 anos e dez meses.

Em 2018, Zé ainda voltou a campo para fazer um jogo de despedida pela Portuguesa, na vitória por 2 a 0 contra a Portuguesa Londrinense, pela Copa Rubro-Verde.

Zé Roberto tem duas participações em Copa do Mundo com a seleção brasileira, em 1998, como reserva do lateral-esquerdo Roberto Carlos, e 2006, sendo titular no meio de campo.

Aos 51 anos, Zé Roberto se destaca nas redes sociais mostrando sua rotina fitness. Ele atua em empresas de gestão de marketing esportivo e agenciamento de atletas, além de ser o embaixador de um centro de treinamento focado na formação de jovens atletas.

Ricardinho

Ricardo Alexandre dos Santos, mais conhecido como Ricardinho, atuou no Cruzeiro de 1994 a 2002 e é o recordista de títulos pelo clube mineiro, com 15 títulos.

Vencedor do Prêmio Bola de Prata de 1996, o meia conquistou pelo Cruzeiro uma Libertadores (1997), uma Recopa Sul-Americana (1998), duas Copa do Brasil (1996 e 2000) e quatro Mineiros (1994, 1996, 1997 e 1998), dentre outros títulos.

O jogador ainda teve passagens pelo futebol japonês e, de volta ao Brasil, atuou poucos jogos pelo Corinthians, onde se aposentou aos 31 anos após uma lesão crônica no tornozelo direito.

Ricardinho atualmente é empreendedor e proprietário de uma distribuidora de chinelos, de acordo com sua bio no Instagram.

Luís Carlos Goiano

Natural de Santa Bárbara de Goiás, Luís Carlos, o Goiano, começou a carreira rodando por clubes do interior de São Paulo. O volante se firmou no Grêmio, de Porto Alegre (RS), onde fez mais de 280 jogos de 1995 a 1999.

Após se aposentar como jogador em 2003, no América-MG, Luís Carlos Goiano se tornou auxiliar técnico em 2008, e teve passagens por Guaratinguetá, Figueirense e Grêmio Barueri.

Em 2022, Goiano assumiu um cargo executivo na diretoria de futebol do Noroeste.

Djalminha

Considerado um dos jogadores mais habilidosos do futebol brasileiro e ídolo de craques como Alex e Ronaldinho Gaúcho, Djalminha teve grande destaque por onde passou, atuando por Flamengo, Guarani e Palmeiras.

A atuação no Verdão levou o craque ao Deportivo La Coruña, onde jogou de 1997 a 2004, vencendo uma vez a La Liga (2000), duas Supercopa da Espanha (2000 e 2002) e uma Copa do Rei (2002).

Em 2002, o jogador cometeu um erro que atrapalhou sua carreira e demoliu suas chances de ser convocado para a seleção brasileira, que seria campeã da Copa do Mundo naquele ano.

Durante uma discussão com o técnico Javier Irureta em um treino do La Coruña, o jogador deu uma cabeçada no rosto do treinador. Além de passar a ser descartado por Luís Felipe Scolari quanto aos relacionados para a Copa, Djalminha foi afastado do clube espanhol e negociado com o Austria Vienna.

Além da passagem pelo futebol austríaco, Djalminha ainda jogou no México, pelo Club America, até encerrar a carreira em 2004.

Após encerrar a carreira profissionalmente, Djalminha foi um dos grandes promotores do Showbol, modalidade que reunia lendas do futebol mundial em partidas de futebol de salão.

Em 2014, Djalminha começou a trabalhar como comentarista esportivo na TV Bandeirantes. Desde 2015, o ex-Palmeiras é um dos talentos da ESPN Brasil.

Rodrigo Fabri

Meia de habilidade e técnica refinada, Rodrigo Fabri foi um dos destaques da Portuguesa finalista do Brasileirão de 1996.

Em 1998, Fabri se transferiu para o Real Madrid, mas não se firmou no clube merengue. Após empréstimos para Flamengo, Santos e Grêmio, o meia foi vendido pelo Real para o rival Atlético de Madrid, onde também não se firmou.

De volta ao futebol brasileiro, Rodrigo Fabri jogou no Atlético-MG e teve uma curta – mas conturbada – passagem pelo São Paulo. Jogando apenas seis jogos no Tricolor, o jogador passou a boicotar os treinos da equipe e foi colocado para treinar com o time B, até ter seu contratado rescindido por justa causa.

Rodrigo Fabri ainda teve passagens por Paulista de Jundiaí e Figueirense, até encerrar a carreira no futebol profissional em 2009, pelo Santo André.

Fora dos gramados, o ex-jogador é empresário e e possui fazendas de gado no Mato Grosso do Sul, além de atuar também no ramo da construção civil, com empreendimentos no litoral de São Paulo.

Em 2023, Fabri voltou a jogar, mas dessa vez em outro esporte. O ex-craque da Portuguesa fez parte do time de futevôlei da Lusa no Circuito Paulista da modalidade.

Paulo Nunes

Arílson de Paula Nunes, mais conhecido por Paulo Nunes, foi artilheiro do Brasileirão de 1996 ao lado de Renaldo e um dos responsáveis pelo título do Brasileirão pelo Grêmio naquele ano.

Começando a carreira no Flamengo, Paulo Nunes foi campeão da Copa do Brasil em 1990 e do Brasileirão em 1992. No Grêmio, o atacante virou ídolo após as conquistas da Libertadores (1995), Brasileirão (1996) e Copa do Brasil (1997).

O atacante também foi ídolo no Palmeiras, onde jogou por duas temporadas, em 1998 e 1999. Pelo Verdão, Paulo Nunes foi campeão da Copa do Brasil e da Copa Mercosul (ambos títulos em 1998) e Libertadores (1999).

Em 2001, o jogador causou polêmica ao se transferir para o Corinthians, onde atuou por pouco mais de 20 jogos, marcando quatro gols. Paulo Nunes ainda jogou por Gama (DF) e teve uma passagem pelo futebol árabe, jogando pelo Al-Nassr, até encerrar a carreira no Mogi Mirim, em 2003.

Fora dos gramados, o ex-jogador ganhou destaque como comentarista do Grupo Globo, participando principalmente de jogos e programas no SporTV. Paulo Nunes também participou do reality show A Fazenda, da Record, em 2013.

Renaldo

Renaldo foi um dos artilheiros do Brasileirão de 1996, ao lado de Paulo Nunes, com 16 gols pelo Atlético-MG. E aqui vale um aviso para o leitor: não confuda Renaldo com Reinaldo, outro ídolo e artilheiro pelo Galo.

O artilheiro de 1996, Renaldo Lopes da Cruz, é baiano de Cotegipe e começou a carreira no Guará, do Distrito Federal. Já o José Reinaldo de Lima, o Rei do Mineirão, é mineiro de Ponte Nova e atuou no Galo nos anos 70 e 80.

Renaldo jogou no Athletico-PR antes de se destacar no Atlético-MG, marcando 79 gols em 183 jogos pelo Galo.

O atacante ainda teve passagens por Deportivo La Coruña e Las Palmas, na Espanha, e também jogou, sem muito destaque, nos rivais Corinthians (em 1998) e Palmeiras (em 2004).

Renaldo se aposentou dos gramados em 2012, no Vilhavelhense, do Espírito Santo, seu último clube profissional.

O ex-jogador atua como comentarista da TV Bandeirantes no Paraná, onde acompanha o futebol local e é bastante ativo nas redes sociais. Seu perfil no Instagram é @renaldo.gol