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Brasil perde para a Itália na final e amarga o 4º vice na Liga das Nações

Por Bruno Favoretto · 27/07/2025

O Brasil perdeu de virada para a Itália por 3 sets a 1 na final da Liga das Nações Feminina de Vôlei (parciais de 25/22, 18/25, 22/25 e 22/25)

As brasileiras chegaram a surpreender as favoritas italianas, atuais campeãs olímpicas e da Liga das Nações, ao vencer o 1º set. Mas nos sets seguintes, Paola Egonu, Myriam Sylla e Ekaterina Antropova dominaram a partida levando a Itália para o tricampeonato da competição – as italianas já haviam vencido as edições de 2022 e 2024.

Esse é o quarto vice-campeonato do Brasil na competição. A seleção segue sem vencer a VNL feminina. As brasileiras também perderam as finais das edições de 2019, 2021 e 2022. Na última vez que esteve na final, o Brasil perdeu para a própria Itália por 3 sets a 0.

“Desempate” das gigantes

Brasil e Itália haviam se enfrentado oito vezes na Liga das Nações de Vôlei Feminino até a final deste domingo, com quatro vitórias para cada uma das seleções.

O confronto de hoje foi o “tira-teima” entre as duas seleções na competição que foi criada em 2018. Em duas temporadas (2022 e 2025), brasileiras e italianas se enfretaram mais de uma vez. Vale lembrar que a VNL não foi disputada em 2020 por conta da pandemia de covid-19.

Confira abaixo o retrospecto do confronto direto entre Brasil e Itália na VNL Feminina:

2018: Brasil 2 x 3 Itália (Primeira fase)
2019: Brasil 3 x 0 Itália (Primeira fase)
2021: Brasil 3 x 1 Itália (Primeira fase)
2022: Brasil 1 x 3 Itália (Segunda semana)
2022: Brasil 0 x 3 Itália (Final)
2023: Brasil 3 x 2 Itália (Terceira semana)
2024: Brasil 3 x 2 Itália (Segunda semana)
2025: Brasil 0 x 3 Itália (Primeira semana)
2025: Brasil 1 x 3 Itália (Final)Brasil e Itália fazem a final da Liga das Nações em Lodz, na Polônia – Reprodução/volleyballworld ()

Como foi o jogo

O Brasil venceu o 1º set por 25 a 22, em uma virada emocionante. As italianas estavam dominando a primeira etapa, chegando a abrir 21 a 17 contra as brasileiras. Mas a partir daí o Brasil engatou sete pontos consecutivos para chegar à virada.

Um dos momentos mais decisivos do 1º set ocorreu no 19º ponto brasileiro, quando Gabi Guimarães bloqueou um ataque de Paola Egonu. Em seguida, o Brasil virou o placar após as italianas baterem cabeça em dois saques seguidos, bastando administrar a vantagem e assegurar a vitória do 1º set.Brasil e Itália fazem a final da Liga das Nações Feminina de Vôlei – divulgação/volleyballworld ()

No 2º set, a Itália mostrou o porquê chegou como favorita para a grande final. Paola Egonu ganhou mais apoio da ponteira Myriam Sylla e da oposta Ekaterina Antropova no ataque italiano, atropelando o Brasil em 25 a 18.

O trio Egonu, Sylla e Antropova foi tão letal no 2º set que a Itália não sentiu nem mesmo a ausência de Alice Degradi, que deixou a quadra com dores no joelho. A ponteira italiana apareceu na transmissão chorando no banco de reservas.Paola Egonu é a maior pontuadora da Itália na Liga das Nações – divulgação/volleyballworld ()

O Brasil seguiu em dificuldades no 3º set, ficando sempre atrás no placar. No entanto, as brasileiras equilibraram mais o jogo, sobretudo quando Egonu foi substituída por Antropova, e a diferença não foi maior do que 2 pontos para as italianas ao longo do set.

No entanto, quando a partida estava em 19 a 18 para a Itália no 3º set, o Brasil desperdiçou a chance do empate. Antropova soltou o braço na devolução e o que seria um 19 a 19 virou um 20 a 18 para a Itália.

A partir daí, as italianas ampliaram a vantagem e souberam administrar o resultado para fechar o 3º set com vitória italiana em 25 a 22. Na reta final do set, ainda deu tempo de Antropova anotar um ponto com uma largadinha no meio da quadra brasileira, mostrando que seus mais de 2 metros de altura não são apenas pura força.Brasileiras tentam se organizar diante da supeririodade italiana na partida – divulgação/volleyballworld ()

Egonu liderava a pontuação da partida com 12 pontos até ser substituída por cansaço. Com sua ausência, logo Sylla e Antropova chegaram a 10 pontos ao fim do 3º set, liderando o ataque italiano após a ausência de sua principal estrela.

No 4º e último set, Gabi Guimarães chegou a cravar algumas bolas no chão italiano, inclusive com um bloqueio em Antropova para o 16 a 16. Mas sem forçar o saque, o Brasil permitiu que a Itália jogasse com o passe na mão. Dessa forma, o ataque italiano voltou a se sobressair, e a Itália ficou novamente em vantagem, até fechar o set do tricampeonato em 25 a 22 com uma pancada de Antropova, que chegou a 17 pontos, sendo a melhor pontuadora da partida.